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Tiger 800: XR ou XC?

3 de maio de 2016 Comparativos, Motos, Testes
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Há alguns meses atrás estivemos com a competente Tiger 800 XCX, uma das cinco versões do modelo, dessa vez comparamos as duas versões de entrada dela: Tiger 800 XC e XR.

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Todas as versões compartilham do mesmo motor, chassi e carenagem. O que faz das versões Xcx, Xrx e Xca superiores são os acessórios e a eletrônica da motocicleta, já que contam com mapas de pilotagem na parte da eletrônica, que se encarrega de alterar todo o comportamento da moto de acordo com sua necessidade, o modo Off-Road por exemplo, regula automaticamente o ABS e o controle de tração fazendo com que a moto escorregue menos na terra.

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Além disso, contam também com acessórios de fábrica como: Cavalete central, protetores de mão e para—brisa com ajuste. Já os modelos de entrada XR e XC contam apenas com a opção de poder desligar e ligar o controle de tração e o ABS. Como já sabemos, todas compartilham do mesmo motor e chassi, mas ainda resta a dúvida: qual a real diferença das duas versões de entrada? Bom, um explicação resumida é de que a XR é a versão voltada para o asfalto e a XC para o off-road. Ambas com motor de três cilindros 800cc entregam 95 cavalos a 9.250 rpm e um torque de 8,05 kgfm somente aos 7.850 rpm, o que deixa a desejar um pouco em baixa, onde senti falta nas retomadas.

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O painel conta com um computador de bordo completo que indica velocímetro digital, tacômetro analógico, indicador de posição de marcha, medidor de combustível, indicador de serviço, indicador de temperatura ambiente e relógio, tudo de leitura fácil.

Testamos as duas tanto no asfalto quanto na terra e a superioridade da XC na terra é clara mas nada que tire os méritos da XR que não decepciona.

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A XC é levemente mais alta que a XR, por conta do conjunto de suspensões diferenciados. Enquanto a XR possui amortecedores Showa, a XC vem equipada com suspensões WP sendo comprovadamente melhores para off-road, aro 21 na dianteira e uma roda raiada que também se difere da XR que conta com um aro 19 e liga leve, além do bico na dianteira para reter o barro que remete a um estilo mais aventureiro.

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Versão XR com aro 19 e liga leve.

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Versão XC com aro 21 e roda raiada.

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Andamos com as duas em uma estrada de terra em Indaiatuba-SP e provamos na prática que a XC é de fato superior na terra. Seu conjunto de suspensão é nitidamente melhor e atende, mais claramente, em terrenos com um nível de dificuldade maior. Com o controle de tração e o ABS desligado a diversão aumenta e a adrenalina sobe a cada saída de traseira que ela da nas retomadas na terra. A XR não faz feio e dá pra encarar um off-road, mas com certas limitações, principalmente nos saltos onde se exige mais da suspensão.

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No asfalto as duas se mostraram bem equivalentes, confortáveis e uma ótima opção pro dia a dia. Na cidade, apesar de sempre ficar parando e saindo, não me incomodei com o calor nas pernas. Na estrada é prazeroso pilotá-las, com aceleração suave e sem vibração mesmo em altas rotações fica nítido que conforto é um ponto forte da Tiger 800, nas curvas ambas inclinam bem e passam tranquilidade nas retomadas.

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Com preço anunciado pela fabricante de R$37.990,00 para a versão XR e R$41.200,00 para a XC, são R$ 3.210,00 que você deve colocar na balança e avaliar suas necessidades. A versão XR é a ideal para quem vai usar na maior parte do tempo no asfalto e eventualmente pegar uma estrada de terra sem muitos obstáculos, diferente da XC que é totalmente voltada para quem procura mais aventuras em qualquer tipo de terreno.

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Texto: Rodrigo Wood | Ricardo Fox

Fotos: Rodrigo Wood | Renan Roberto